O palhaço e o caminho que nos leva a ele

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Um palhaço de verdade, nada mais é do que nós mesmos em estado DILATADO.

Não existe no mundo um palhaço igual ao outro, da mesma forma que não existe um ser humano igual ao outro.

Ao invés de tentarmos reproduzir e/ou copiar palhaços que admiramos, devemos, constantemente, olhar para nós e identificarmos as características, sentimentos e emoções que nos habitam e maximizarmos. Somente assim estaremos entrando em contato com nosso palhaço.

Nosso palhaço é a nossa própria essência, nossa alma, nosso ser. Só funciona quando joga com a verdade absoluta.

Ao invés de repetir padrões automáticos, como sempre fazemos, que tal prestarmos atenção em nossos comportamentos/sentimentos durante uma semana?!

Proponho fazermos um exercício como laboratório e nos avaliarmos.

A idéia é sermos extremamente verdadeiros conosco e repararmos no que isso repercute.

- Por exemplo: No dia a dia fazemos coisas que muitas vezes não queríamos fazer, mas para poder agradar os outros, vamos contra nossa própria vontade; Por que, pra quê?

- Algo nos desagrada e para não demonstrarmos nossa indignação, tristeza, ou frustração, fazemos cara de paisagem para disfarçar nosso real sentimento. Por que, pra quê?

- Precisamos o tempo todo agradar, querer ser bom, ser genial… Pra quê, pra quem?

Entrando um pouquinho na Psicologia para exemplificar, isso acontece com a maioria de nós porque os adultos tendem a podar as atitudes espontâneas das crianças para que elas se encaixem em modelos de comportamentos tidos como “certos e normais”. Quer um exemplo? A criança não gosta de determinada pessoa e os pais dizem: “que coisa feia, não faz assim, você não pode dizer que não gosta, vai lá e dá um beijo…”

Agora tentem pensar no tanto de situações parecidas com essa que nos deparamos no decorrer de nossas vidas.

Por fim, acabamos nos tornando seres iguais com atitudes parecidas. Seres extremamente racionais (que resolve tudo pelo pensamento) e nos esquecemos que somos feitos também de emoções e sentimentos.

Na maioria das vezes dissimulamos nossos sentimentos e sensações e acreditamos estar sendo verdadeiros.
E é por isso que proponho o exercício acima porque, entendendo melhor quem somos, conseguiremos também encontrar o caminho que nos leva ao nosso palhaço.

Um palhaço jamais esconde o que sente, pois como uma criança não sabe como o mundo deveria ser, e por isso faz as coisas com inocência e sente tudo à flor da pele, seja o sentimento bom ou ruim. Ele representa a essência do ser humano.

Frase extraída da internet


O nariz do palhaço representa os olhos e os olhos representam a alma.

A maioria das pessoas não sabe lidar com as próprias emoções, vulnerabilidades e fracassos e a figura do palhaço se coloca a serviço para que elas aliviem suas angústias através dele.

Boa sorte a todos nessa busca que é constante e importante para o caminho da singularidade.

Carlos Maldonado, palhaço Barbanti

2 Respostas para “O palhaço e o caminho que nos leva a ele”

  1. Meire Diz:

    Maldonas, adorei o texto e principalmente a dica.
    Ontem na volta do trabalho, duas crianças no metrô fizeram uma festa, interrogando as pessoas, falando claramente o que viam, o que sentiam, fazendo as pessoas em volta olhá-las e interagir. Não demorou muito para eu entrar na bagunça. As crianças são fantásticas! E como é bom nos redescobrirmos, crianças, palhaços, seres realmente livres e felizes!

  2. Carlos Maldonado Diz:

    Meire,

    Obrigado primeiramente por ter lido o texto e parabéns por se permitir olhar pra si.
    Apesar de ser um caminho que nos leva a singularidade e potencialidades, não é um caminho fácil, porém, quem o descobre se encanta.

    Bjus
    Maldonas

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